terça-feira, 20 de novembro de 2012

CONTINÊNCIA, UM GESTO DE SAUDAÇÃO QUE PODE SER PRESTADO A QUALQUER CIDADÃO



CONTINÊNCIA, UM GESTO DE SAUDAÇÃO QUE PODE SER PRESTADO A QUALQUER CIDADÃO, COMO UM ATO EDUCADO E SIMPÁTICO DO GUARDA MUNICIPAL, POLICIAL CIVIL E MILITAR
 
A Continência surgiu na Idade Média, como um sinal de respeito na presença dos soberanos segundo alguns historiadores, para destacar suas origens, os cavaleiros se destacavam através de símbolos, acessórios e gestos garbosos.
Dificilmente vamos encontrar uma resposta com base documental ou algum fundamento histórico de sua origem. Segundo as lendas quando se apresentava para a batalha o cavaleiro segurava a rédea de seu cavalo com a mão esquerda e levantava a mão direita para demonstrar que estava pronto para iniciar o combate, outra versão é que o cavaleiro levantava o visor do elmo para ser identificado como amigo ou como componente do mesmo grau de cavalaria e também indicava paz pois a mão no elmo sinalizava que o cavaleiro não possuía a intento de arrancar sua arma contra seu oponente.
Os cavaleiros medievais se protegiam com enormes armaduras e para se identificar, tinham de elevar a viseira do elmo, o capacete medieval, com a ponta dos dedos da mão direita.
Existem apenas histórias a respeito do surgimento da continência, com certeza não surgiu no seio de nossas instituições e muito menos é de origem militar, hoje a continência está presente nas forças armadas de todas as nações do mundo e inúmeras instituições civis.
A Pessoa não bate continência, mas sim presta a continência individual, uma vez que se trata de cumprimento uma cordialidade, um gesto respeitoso e garboso.

Em muitas organizações seu uso é regulamentado em lei, definindo levar a mão espalmada junto à testa, "prestar continência" um sinal de respeito e organização.            
Com o tempo esse costume espalhou-se também entre os membros de diversos povos, a mão levada a testa era o início de um aceno amigável servia também como uma espécie de senha, pois tinha muitas variações para confundir os inimigos. Os franceses, por exemplo, até hoje cumprimentam-se com a palma da mão voltada para a frente já os brasileiros prestam continência à prussiana, com a palma da mão para baixo, a Mexicana com a mão direita dobrada no peito.
Essa reverência de gestos similares à saudação dos tempo das cruzadas medievais era usada em duelos, combates o cavaleiro se apresentava diante do rei e da rainha para ser consagrado de alguma maneira e por estar sempre com a proteção da cabeça, ele abria a parte frontal do capacete e se deixava ver os olhos, pois, era comum na época se olhar nos olhos, daí pode ter surgido a continência entre militares que empunham a espada na mão esquerda e levavam a mão direita acima da linha dos olhos.            
Muitas organizações Militares e Civis cumprimentam fazendo gestos de Continência exemplo dos escoteiros, Militares, Bandeirantes e Policiais, continência hoje é também utilizada até por facções terroristas e grupos paramilitares.
A continência sendo uma saudação, é como se fosse o aperto de mão entre duas pessoas, a iniciativa do cumprimento parte sempre do mais subordinado para o superior, demonstra boa educação (o mais jovem cumprimenta o mais velho).
Como não existe um documento histórico sobre o assunto o que se tem são relatos como: Algumas fontes de pesquisa relatam que uma Rainha foi fazer uma visita em terras distantes e ao ser avistada pelas tropas, suas jóias contra o sol produziam um forte reflexo e para evitar esse reflexo, os soldados levaram a mão à testa quase que simultaneamente assim como a gente faz até hoje quando algum objeto reflete a luz do sol contra nosso rosto. Como a rainha e os visitantes acharam aquele gesto bonito, ele foi se propagando, acabando por se transformar em continência, gesto de cumprimento e também respeito para com superiores hierárquicos e outras autoridades constituídas.
Dizem também que esse cumprimento teve origem em um determinado local onde havia uma belíssima rainha, todos os dias pela manhã passeava no porto, os soldados desejavam vê-la, porém a posição que estavam dava de frente para o sol ofuscando a vista, foi então que todos resolveram colocar a mão acima do olho na testa para tapar o sol. 
Há relatos que o habito antigo de cumprimentar retirando-se o chapéu posteriormente esse hábito foi "diminuindo por modismo" então as pessoas apenas elevavam a mão a aba do chapéu fazendo um pequeno movimento de mexer o chapéu. Padronizaram esse cumprimento de forma que não tivessem de mexer em suas coberturas (chapéu). 
Diz a história que a tripulação de um navio Inglês, na intenção de prestar uma homenagem a sua Rainha criou um gesto que simbolizaria a proteção de seus olhos que estariam sendo ofuscados com o brilho emanado de sua Majestade.

Adolf Hitler trocou a continência clássica pelo“Ave, César” dirigido ao imperador Júlio César. 
O subordinado deveria erguer o braço direito em uma inclinação de quarenta e cinco graus. No caso, a saudação sonora foi devidamente substituída pelo “Heil, Hitler”, que também era reproduzida por vários cidadãos alemães durante os comícios do fuhrer. 
A Continência além de um sinal de respeito também é um marco na disciplina e na organização de uma instituição, um valor necessário, exemplo acontece no Japão onde a polícia tem uma larga tradição no policiamento comunitário e o contato com o cidadão se dá através do gesto da continência.         
Aqui no Brasil, não há essa prática de prestar a continência exemplo entre Guardas Municipais e a população, se tratando de um gesto de saudação pode ser prestado a qualquer cidadão como um ato educado e simpático do policial civil ou militar, sempre em alerta, preparado, atento, física e mentalmente, saudar o próximo com continência demonstra respeito e disciplina.
A conscientização e aceitação desse gesto nobre fazem com que os agentes policiais quando fardados cumprimentam a todos de maneira regrada e com garbo, evitando abraços, corpos próximos, intimidades, beijos, sinais de dedos e situações de gritos escandalosos, cumprimentando cordialmente de forma clara e respeitosa.
 
Maurício Maciel, Especialista em Segurança Pública, Ex Cmt da Guarda Municipal de Varginha, desenvolvedor e criador do site www.gcmbrasil.com, promotor de polícia comunitária pela Secretária Nacional de Segurança Pública - SENASP, Instrutor e coordenador do curso de formação de Guardas Municipais, Direitos Humanos pelo 24º BPMMG, Uso progressivo da força, Planejamento estratégico em Segurança Pública, Resgate 9º BCBMMG, Capacitação em Educação para o Trânsito, Utilização de armas menos letais (SENASP), Sistema e Gestão em Segurança Pública, Gestão Pública e Pós Graduado em Segurança Pública e Comando de Guardas Municipais.

Fonte: http://amigosdaguardacivil.blogspot.com.br

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