quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Arma não letal é apresentada a autoridades na Assembleia

Foto: Tonico

O “Dazer Laser”, uma arma não letal que ofusca a visão, atordoa e até provoca náuseas, sem causar danos permanentes, foi apresentado a autoridades policiais do Estado na tarde desta quinta-feira (27), em reunião extraordinária da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa (Ales).

A apresentação foi feita no Plenário Rui Barbosa, a convite do presidente da Comissão, deputado Gilsinho Lopes (PR), por Bruno Tommasi, diretor da Tommasi Analítica Ltda. A empresa é representante no Brasil do “Dazer Lazer”. Bruno explicou que somente as forças de segurança pública poderão adquirir. Nos Estados Unidos, onde é fabricado, empresas privadas têm acesso.

O conceito de arma não letal encerra a incapacitação temporária de pessoas ou materiais, sem causar mortes ou ferimentos permanentes, danos indesejáveis à propriedade ou ao meio ambiente. Nos Estados Unidos, o laser já é utilizado principalmente nos primeiros estágios de uma abordagem: quando o suspeito é avistado, interceptado e há tentativa de diálogo.


O laser pode ser encaixado na arma

Havendo resistência, a arma é usada. Dispara um laser na cor verde que ofusca a visão do suspeito, incômodo que perdura por até 30 segundos após a exposição. O alcance varia de um a 1,5 mil metros; não é recomendável usar o laser a uma distância menor que um metro. O alcance é menor em presença de sol claro, mas o efeito ofuscante mantém sua eficácia, inclusive se o alvo estiver usando óculos escuros ou fechar os olhos.

O equipamento também ilumina alvos, podendo, desse modo, chegar uma distância de até 2 mil metros. Uma combinação de luz pulsante e contínua atordoa o alvo e até provoca náuseas. O equipamento é pequeno (18 cm de comprimento), leve (500 gramas) e pode ser acoplado a qualquer arma. É fabricado com material resistente a impactos e suporta mergulhos de até 20 metros.

Um acessório permite que o laser projete palavras como “pare”, vistas com facilidade pelo alvo. Bruno Tommasi adiantou que, no Brasil, o equipamento não será vendido a civis, garantindo que há um controle rígido com relação à exportação. O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, e o comandante do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar, coronel Carminat, assistiram a apresentação.

O coronel ponderou que é preciso efetuar testes e estudar a aplicabilidade do equipamento antes de decidir pelo uso, e o próprio BME pode realizar esses testes. O deputado Gilsinho Lopes avaliou que a Polícia do Espírito Santo é prudente, com baixos índices de mortos em confrontos. Para ele, com um instrumento de advertência o quadro ficará ainda melhor.

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça, Argentino Dias dos Reis, aprovou o equipamento e acredita que será útil no trabalho dos oficiais. O delegado Guilherme Daré, da Delegacia Especializada de Armas e Munições, fez diversos questionamentos sobre a arma. E demonstrações foram feitas para que os presentes pudessem avaliar, na prática, os efeitos do laser.

A apresentação contou com a presença do secretário adjunto de Defesa Social da Serra, delegado Pedro Moacir Monteiro do Nascimento, diretores ou representantes da Guarda Municipal de Vitória, Sindicato dos Agentes Penitenciários e Secretaria Municipal de Defesa Social de Vitória.

Aída Bueno Bastos / Web Ales
(Reprodução autorizada mediante citação da Web Ales)

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