segunda-feira, 8 de agosto de 2011

GUARDA MUNICIPAL DE CRISTALINA FAZ CURSO DE OPERADOR DE ARMA MENOS LETAL ( PISTOLA DE CONDUTIVIDADE ELÉTRICA-TASER)

                                                 Fonte foto: Site da Prefeitura Municipal
A Guarda Municipal de Cristalina-Go passou por um curso de Operador de Arma menos letal Pistola de Condutividade Elétrica TASER e Espargidor de Pimenta, o curso ocorreu no pelotão da Polícia do Exército - PE e foi ministrado pelos gm's Ébio Borges e Janilson Saldanha integrantes da GPC divisão da AGMGO (Agência da Guarda Municipal de Goiânia), também participaram do curso 25 policiais do Exército Brasileiro - EB e 3 graduados da Polícia Militar do Estado de Goiás. O curso iniciou dia 3 e se encerrou sexta-feira dia 05, o curso teve como maior objetivo preparar o operador de segurança pública  portar e usar com maior segurança o armamento menos letal.

O que é a Taser

A Taser é fabricada pela empresa Taser International, e possui (o modelo a ser utilizado no Brasil, a Taser M26) um mecanismo de disparo similar ao das armas de ar comprimido. Assim que se pressiona o gatilho, a arma aciona um cartucho de gás nitrogênio, que se expande e gera pressão para que eletrodos sejam lançados na direção desejada. Esses eletrodos estão ligados à arma por fios condutores isolados, e possuem ganchos que facilmente agarram nas roupas. Basta os eletrodos se prenderem para que a corrente elétrica seja transferida dos fios ao agressor.

Os impulsos elétricos transmitidos são da ordem de 50.000 volts,
TASER é a Arma  Menos-Letal emissora de “ondas ” (forma de onda semelhante à onda cerebral), com ação direta sobre o sistema nervoso sensorial e sistema nervoso motor do oponente, de forma a paralisá-lo com menor possibilidade de dano em decorrência da ação da mesma, se comparada com uma arma de fogo. A arma TASER permite ao operador o controle total do tempo do disparo, podendo este tempo ser continuamente prolongado ou instantaneamente interrompido. A arma TASER dispara dardos com alcance de até 10,6 metros, através de cartucho propelido por nitrogênio - substância não-contaminante, não-tóxica, não-poluente, não-inflamável e não-explosiva. Para fins de segurança, a arma TASER dispõe de trava ambidestra e cada cartucho TASER possui trava de proteção. Para fins de registro e controle, a arma, e cada cartucho, TASER possui um número de série específico na parte externa e interna. Para fins de auditoria, por parte de autoridade fiscalizadora, a arma TASER armazena, em memória digital interna, a data e o horário dos disparos, sendo que o cartucho TASER, por sua vez, contém em seu interior “confetes identificadores” com o mesmo número serial do cartucho, de forma que este, ao ser deflagrado, libere os respectivos confetes na cena do disparo.

A Taser mata?

 O termo “Arma não-letal” é um contrasenso. Se tomarmos uma caneta como exemplo (que nem arma é considerada), estudando as possibilidades letais dela, veremos que os prejuízos possíveis utilizando-a como arma levam, sim, à morte — perfurações toráxicas, no pescoço, nos olhos, enfim. Assim, o ideal seria chamar essas armas de “menos letais”, como é o caso da Taser.

Os confetes expelidos com o nº de série do cartucho:
MODELOS DE  CARTUCHOS

A Taser é um passo importante no sentido da aplicação da doutrina de uso progressivo da força, onde o primeiro nível de uso da força é a presença do policial e o último é a força letal da arma de fogo. Cabe às polícias treinarem seus policiais para bem usar o equipamento, e aos policiais resta a consciência das possibilidades, remotas mas possíveis, de letalidade da arma. A Taser traz melhores condições de trabalho, preserva a vida do cidadão e a integridade do policial, mas apenas se não for usada abusivamente, e sim dentro da técnica.

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